sábado, 18 de julho de 2009

Resgate de material na Ribeira da Hortelã

Percurso: Garagem, Calheta > Ribeira da Hortelã, Seixal > Garagem, Calheta
Realizado a 31/05/2009
Participantes: Carlos, Filipe, Louísa, Márcia e Margarida

Como já mencionei noutro post, perdemos o nosso material de reequipagem na primeira incursão pela Ribeira da Hortelã, e este passeio consistiu na primeira tentativa de recuperar este material. Ao mesmo tempo, esta saída também serviu para avaliar se o acesso à Levada do Seixal seria melhor pela Garagem ou subindo a vereda do Lombo Barbinhas. Quanto a esta situação, verificámos que apesar de menos penoso que a subida de cerca de uma hora pelo "Lombo Brabinhas", este percurso é mais extenso e tem também várias dificuldades, começando pelos vários túneis de progressão mais lenta e as várias torrentes verticais que incorrem em várias secções deste mesmos túneis, e acabando com a longa ligação entre os automóveis. Este último entrave não se coloca no acesso pelo Chão da Ribeira, pelo que foi o elemento que nos levou a eleger o "Lombo Barbinhas" como melhor acesso aos canyonings da Levada do Seixal.
O passeio deste dia percorre a Levada das 25 Fontes, desce para a Levada da Rocha Vermelha e atravessa para a Levada do Seixal. O dia estava perfeito, pelo que foi extremamente agradável. A levada da Rocha Vermelha fez-nos lembrar as boleias que apanhámos no ano passado quando regressamos dos canyonings dos Cedros e da Água Negra Média e Inferior. De resto, desfrutámos na bonita paisagem do Rabaçal e registamos algumas imagens para a posterioridade. Chegados à Ribeira da Hortelã, tudo correu bem na descida até à lagoa onde se encontrava o material. Após 10 minutos para localiza-lo, tentei usar arame que tinha levado para "pescaria", mas a tarefa revelou-se mais difícil do que tinha previsto. Tentei mergulhar, mas apenas consegui tocar no material com a ponta dos dedos... o fato de neoprene obrigava-me a subir logo que parava de nadar para alcançar o material. Após quase uma hora nisto, decidi voltar outro dia mais apetrechado. Ingloriamente, restava subir os 55 metros até à Levada onde era aguardado. Bem, não se podem ganhar todas...
O melhor é que o passeio valeu pelo convívio e todos passamos um dia muito bom.

Álbum completo (58 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W60












sexta-feira, 17 de julho de 2009

Canyoning do Afluente do Pé das Voltas

Afluente do Ribeiro Pé das Voltas, Chão da Ribeira, Seixal
Realizado a 06/06/2009
Participantes: Carlos, Gonçalo e Louísa

Esta saída marcou o arranque do Meeting de Canyoning Madeira 2009. Partimos para o Caminho das Voltas, juntamente com um grupo de continentais e espanhóis. Enquanto que este último realizou o canyoning das Voltas, eu, a Louísa e o Gonçalo (outro praticante madeirense), partimos à descoberta deste pequeno afluente do Ribeiro Pé das Voltas.
Este canyoning é uma pequena jóia, pequeno mas cheio de riqueza e carácter. Embrenhado na Laurissilva, serpenteia pela densa floresta até encontrar o Ribeiro Pé das Voltas. Os pequenos e estreitos rapéis sucedem-se rapidamente. Apesar da verticalidade do perfil deste canyoning, o maior rapel mede apenas 20m, e o percurso faz-se de forma extremamente relaxada, sendo o único que conheço até agora em que é concebível dispensar o uso do fato de neoprene. De facto, o caudal é extremamente fraco, ganhando força apenas quando se encontra o ribeiro principal, mas este factor não retira qualquer interesse à experiência.
A maior dificuldade acaba por passar pelo acesso, quer pela subida íngreme de cerca de 30 min pelo Caminho das Voltas, quer pelo "trilho" de acesso, com zonas de destrepe com declive acentuado.

Quero relembrar que para vizualizar as fotos em dimensão real na galeria do Picasa, terão que carregar no botão de "lupa". Depois, basta agarrar com o rato e mover a imagem na janela. O melhor será instalar o picasa no computador e assim poderão transferir a galeria completa de uma só vez, através da função "transferir para o Picasa"

Álbum completo (73 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30 e Pentax Optio W60














quinta-feira, 16 de julho de 2009

Canyoning do Vimieiro

Ribeira do Vimieiro, Chão da Ribeira, Seixal
Realizada a 10/06/2009

Alguns elementos do "w30canyoning" participaram no Meeting de Canyoning Madeira 2009, e no penúltimo dia deste evento fui inserido no grupo que realizou o Canyoning do Vimieiro. à imagem de todo o meeting, esta foi uma experiência muito positiva, uma vez que o contacto com outros praticantes desta actividade é virtuosa pelo convívio e pela observação de diferentes soluções técnicas.
Quanto ao percurso em si, posso adiantar que é uma experiência completamente diferente das proporcionada pelos outros canyonings que a vereda do Lombo Barbinhas permite aceder (Folhado, Hortelã e Seixal). Este é um canyoning quase exclusivamente vertical, com vários ressaltos consecutivos acima dos 50m, todos fraccionados. Esta característica transforma a linha de água numa autêntica plateia para o vale da Ribeira do Seixal, sempre ladeada de muitos fetos e flora de maior porte característica da Laurissilva. Algumas passagens estreitas pontificam num canyoning em si todo bonito.

Para acabar, falta deixar uma palavra de apreço pelo trabalho desenvolvido pelo Clube Naval do Seixal e todas as entidades que apoiaram esta iniciativa. A Madeira e os seus praticantes de canyoning só têm a beneficiar da exposição da ilha e intercâmbio de experiências que o meeting proporcionou.

Álbum completo (25 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30







quarta-feira, 15 de julho de 2009

Ribeira da Hortelã (troço inferior) 2

Ribeira da Hortelã
Chão da Ribeira, Seixal
Realizado a 12/07/2009
Participantes: Bernardo, Carlos e Filipe

Após termos deixado cair algum material de equipagem numa lagoa durante uma primeira visita que fizemos a esta ribeira, esta consistiu na segunda tentativa de resgate a esse material. Apesar do material já não se encontrar lá (se alguém o resgatou, fica aqui o pedido de devolução), esta saída acabou por ser a melhor que já fizemos na vertente este do vale do Chão da Ribeira. Pela primeira vez fizemos um canyoning aqui com o sol a marcar presença durante todo o dia. Todos os pormenores, cores e volumes que nos tinham escapado no dia enevoeirado e chuvoso em que percorremos este troço pela primeira vez, foram agora revelados.

Bem, agora que parece que vou ter um descanso do trabalho, vou tratar dos posts atrasados dos canyonings que temos feito nos últimos meses.

Álbum completo (45 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30






quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vídeo saltos Água Negra

Um dois pratos fortes do canyoning da água Negra superior são os saltos, por isso deixo aqui um pequeno vídeo que o ilustra:



http://vimeo.com/5258805

Gostava de lembrar que antes de saltar devemos sempre verificar a profundidade da lagoa e de que o fundo está desimpedido.

domingo, 21 de junho de 2009

Canyoning da Água Negra (superior)

Ribeira da Água Negra (troço superior), Rabaçal
Realizado a 20/06/2009
Participantes: Bernardo, Carlos e Filipe

ÉPICO...Não posso começar a descrever este canyoning por outra palavra. Este colossal troço tem de tudo um pouco: áreas abertas, gargantas encaixadas, vistas panorâmicas, lagoas paradisíacas, destrepes, um pequeno tobogã, saltos super divertidos nas águas mais cristalinas que já vimos, rapéis pequenos e rapéis grandes. A juntar a todos estes condimentos, o sol fez questão de nos acompanhar durante todo o dia, o que automaticamente aumenta exponencialmente a fruição. Já a meio a opinião geral era de que este tinha sido o melhor canyoning que tínhamos feito. Penso que é possível dividir esta descida em três etapas: na primeira temos rapéis pequenos e progressão através de um alternado de gargantas estreitas, áreas largas e alguns destrepes, sempre com pequenas lagoas. Na segunda secção, atravessamos uma extensão algo longa em ribeira aberta, onde se situam várias lagoas com profundidade suficiente para permitir saltar, quase sempre com possibiliade de voltar a subir e repetir o salto ("perdemos" algum tempo nesta parte). A secção final é caracterizada pela verticalidade, com três rapéis de 30, 70 e 50m, todos fraccionados. O mais pequeno é também o mais bonito, contrastanto completamente com o enquadramento e imponência do ressalto de cerca de 70m. Realizámos o fraccionamento situado a 6m do topo, pelo que os 65m restantes foram todos feitos em suspenso. Cada um tentou equilibrar o corpo como pôde para o rapel não se tornar um autêntico carrossel. Para acabar faltava apenas a cascata das 25 Fontes, uma anã comparada com a anterior. Quem fizer este canyoning terá que ter atenção a pedras soltas na face desta queda, já que ao descer soltei vários bocados de rocha com 30 a 40cm de comprimento. Felizmente cairam todas na lagoa e não houve problema, mas convém ter cuidados redobrados, principalmente se estiverem turistas na margem da lagoa.

Faz falta deixar um abraço e um agradecimento aos nossos colegas do Clube Naval do Seixal, Duarte, Hugo e Lino, que reequiparam o troço já aberto até muito mais acima, permitindo-nos usufruir desta magnífica ribeira na íntegra e em segurança.

Este canyoning serviu também de teste a material novo. Eu e o bernardo estreamos as famosas canyoneer da five ten, e realmente tem uma aderência em rocha molhada e lodo sem qualquer paralelo em quaisquer outras botas que tenhamos experimentado. No entanto, pessoalmente desagrada-me o mau apoio do tornozelo, já que a parte superior é em neoprene, demasiado mole. Isto faz com que tenha o apoio de uma sapatilha sem cano, o que já me provocou um pequeno entorce, algo que nunca me tinha acontecido com outras botas. Testei também uma mochila de fabrico doméstico de 55L, com uma solução de acesso múltiplo através de um fecho na parte inferior da frente da mochila, com separação do material por uma divisória interior. No entanto, com o bidão e água em baixo e corda em cima, o centro de gravidade fica muito elevado, causando problemas de equilíbrio, principalmente a nadar e no rapel (apesar de aqui se resolver ao levar a mochila à cintura). Vou repensar esta solução.

Antes de acabar, queria fazer uma correcção à localização das 25 Fontes no Google Earth. A maioria das pessoas considera que uma grande cascata com abertura em meia lua é a das 25 Fontes, mas na realidade é a cascata anterior, a de 70m. As 25 fontes ficam 160m abaixo, no ponto 32°45'56.08"N e 17° 7'32.48"W.

Álbum completo (70 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30


















quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ribeira da Hortelã (troço inferior)

Ribeira da Hortelã, Seixal. Realizado a 17/05/2009
Participantes: Bernardo, Carlos, Louísa e Márcia

Após planear descer esta ribeira por várias vezes, apenas agora reunimos as condições necessárias para a realização deste canyoning. Infelizmente, o dia recebeu-nos com muito nevoeiro e alguma chuva, o que aliado às demoras típicas da realização de um canyoning desconhecido e uma indisposição física à mistura, fez com que a experiência não fosse a ideal. Contudo, a Ribeira da Hortelã não nos escondeu as suas virtudes e o frio não se fez sentir, pelo que no geral foi uma experiência agradável.
A metereologia dificultou bastante a recolha de imagens, mas certamente lá voltaremos para mais, de preferência acompanhados pelo sol.
Uma ou outra ancoragem está a precisar de melhoramento, mas nada de alarmante.

Era injusto acabar este post sem deixar uma palavra de agradecimento a quem equipou a passagem da Levada do Seixal que se encontrava exposta, com um corrimão em cabo de aço. É apenas mais um feito nos inúmeros actos altruístas de quem equipa os canyonings. Infelizmente, existe o reverso da medalha: algumas mentes "iluminadas" ou cleptomaníacas continuam a remover os maillons dos canyonings. É infeliz que se ponha a segurança de todos em risco por algo que se compra por 60 cêntimos.

Álbum completo (38 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30 e Pentax Optio W60