domingo, 21 de junho de 2009

Canyoning da Água Negra (superior)

Ribeira da Água Negra (troço superior), Rabaçal
Realizado a 20/06/2009
Participantes: Bernardo, Carlos e Filipe

ÉPICO...Não posso começar a descrever este canyoning por outra palavra. Este colossal troço tem de tudo um pouco: áreas abertas, gargantas encaixadas, vistas panorâmicas, lagoas paradisíacas, destrepes, um pequeno tobogã, saltos super divertidos nas águas mais cristalinas que já vimos, rapéis pequenos e rapéis grandes. A juntar a todos estes condimentos, o sol fez questão de nos acompanhar durante todo o dia, o que automaticamente aumenta exponencialmente a fruição. Já a meio a opinião geral era de que este tinha sido o melhor canyoning que tínhamos feito. Penso que é possível dividir esta descida em três etapas: na primeira temos rapéis pequenos e progressão através de um alternado de gargantas estreitas, áreas largas e alguns destrepes, sempre com pequenas lagoas. Na segunda secção, atravessamos uma extensão algo longa em ribeira aberta, onde se situam várias lagoas com profundidade suficiente para permitir saltar, quase sempre com possibiliade de voltar a subir e repetir o salto ("perdemos" algum tempo nesta parte). A secção final é caracterizada pela verticalidade, com três rapéis de 30, 70 e 50m, todos fraccionados. O mais pequeno é também o mais bonito, contrastanto completamente com o enquadramento e imponência do ressalto de cerca de 70m. Realizámos o fraccionamento situado a 6m do topo, pelo que os 65m restantes foram todos feitos em suspenso. Cada um tentou equilibrar o corpo como pôde para o rapel não se tornar um autêntico carrossel. Para acabar faltava apenas a cascata das 25 Fontes, uma anã comparada com a anterior. Quem fizer este canyoning terá que ter atenção a pedras soltas na face desta queda, já que ao descer soltei vários bocados de rocha com 30 a 40cm de comprimento. Felizmente cairam todas na lagoa e não houve problema, mas convém ter cuidados redobrados, principalmente se estiverem turistas na margem da lagoa.

Faz falta deixar um abraço e um agradecimento aos nossos colegas do Clube Naval do Seixal, Duarte, Hugo e Lino, que reequiparam o troço já aberto até muito mais acima, permitindo-nos usufruir desta magnífica ribeira na íntegra e em segurança.

Este canyoning serviu também de teste a material novo. Eu e o bernardo estreamos as famosas canyoneer da five ten, e realmente tem uma aderência em rocha molhada e lodo sem qualquer paralelo em quaisquer outras botas que tenhamos experimentado. No entanto, pessoalmente desagrada-me o mau apoio do tornozelo, já que a parte superior é em neoprene, demasiado mole. Isto faz com que tenha o apoio de uma sapatilha sem cano, o que já me provocou um pequeno entorce, algo que nunca me tinha acontecido com outras botas. Testei também uma mochila de fabrico doméstico de 55L, com uma solução de acesso múltiplo através de um fecho na parte inferior da frente da mochila, com separação do material por uma divisória interior. No entanto, com o bidão e água em baixo e corda em cima, o centro de gravidade fica muito elevado, causando problemas de equilíbrio, principalmente a nadar e no rapel (apesar de aqui se resolver ao levar a mochila à cintura). Vou repensar esta solução.

Antes de acabar, queria fazer uma correcção à localização das 25 Fontes no Google Earth. A maioria das pessoas considera que uma grande cascata com abertura em meia lua é a das 25 Fontes, mas na realidade é a cascata anterior, a de 70m. As 25 fontes ficam 160m abaixo, no ponto 32°45'56.08"N e 17° 7'32.48"W.

Álbum completo (70 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30


















quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ribeira da Hortelã (troço inferior)

Ribeira da Hortelã, Seixal. Realizado a 17/05/2009
Participantes: Bernardo, Carlos, Louísa e Márcia

Após planear descer esta ribeira por várias vezes, apenas agora reunimos as condições necessárias para a realização deste canyoning. Infelizmente, o dia recebeu-nos com muito nevoeiro e alguma chuva, o que aliado às demoras típicas da realização de um canyoning desconhecido e uma indisposição física à mistura, fez com que a experiência não fosse a ideal. Contudo, a Ribeira da Hortelã não nos escondeu as suas virtudes e o frio não se fez sentir, pelo que no geral foi uma experiência agradável.
A metereologia dificultou bastante a recolha de imagens, mas certamente lá voltaremos para mais, de preferência acompanhados pelo sol.
Uma ou outra ancoragem está a precisar de melhoramento, mas nada de alarmante.

Era injusto acabar este post sem deixar uma palavra de agradecimento a quem equipou a passagem da Levada do Seixal que se encontrava exposta, com um corrimão em cabo de aço. É apenas mais um feito nos inúmeros actos altruístas de quem equipa os canyonings. Infelizmente, existe o reverso da medalha: algumas mentes "iluminadas" ou cleptomaníacas continuam a remover os maillons dos canyonings. É infeliz que se ponha a segurança de todos em risco por algo que se compra por 60 cêntimos.

Álbum completo (38 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30 e Pentax Optio W60







terça-feira, 19 de maio de 2009

Canyoning do Calhau da Lapa

Calhau da Lapa, Campanário, realizado a 16/05/2009

Um grupo de praticantes de canyoning, no qual nos incluímos, foi convidado para participar nas festividades da freguesia do Campário ao realizar uma descida ao Calhau da Lapa, um canyoning aberto e equipado por Duarte Silva e Lino Filipe. A recompensa, como se não bastasse o espectacular rapel de 95m, era um almoço-convívio no restaurante da praia.
Para aperitivo tínhamos uma queda de 10 metros, mas o momento por que todos esperávamos seguiu-se sem demora: um rapel de perto de uma centena de metros (para o pessoal do w30canyoning foi o baptismo em rapéis com mais de 60m). Apesar de conter apenas 2 rapéis, julgo que ninguém saiu desiludido no final do dia. Com maior distância percorrida na vertical que na horizontal, esta descida não foi nada menos que espectacular. O rapel maior foi extremamente satisfatório, com boa parte em suspenso e o resto com os pés a beijar suavemente a rocha. No seio de uma paisagem seca, a cascata emerge como um oásis verde, tornando as fotos ainda mais interessantes. Só mesmo estas podem transmitir o quão colossal foi a manhã daquele sábado. Há a referir que além do pessoal habitual do grupo, também o Lino e o Hugo colaboraram na capturas de imagens com as w30 e w60. A Márcia, que acompanhou o canyoning da vereda que desce até à praia, levou a sua Fuji e tirou algumas fotos de ângulos laterais pouco comuns nos canyonings.
Para finalizar, a camaradagem que se verificou ao longo da manhã teve o seu ponto alto num autêntico festim de dourada assada e batata cozida com casca. Depois, alguns momentos de relaxamento em frente ao mar prepararam o regresso à estrada pela íngreme, mas curta, vereda.
Resumindo, foi um dia para não esquecer. Tenho toda a certeza que pela vereda ou por barco, ainda voltaremos a visitar o restaurante outras vezes...

Álbum completo (118 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30, Pentax Optio W60 e Fujifilm Finepix S5600








sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estágio Regional de Canyoning CNS - Dia 2 - Canyoning das Laginhas

No segundo dia do estágio dividimo-nos em dois grupos e fizémos duas descidas na vertente oeste do vale do Chão da Ribeira. O Bernardo, Filipe e Márcio ficaram num grupo que fez o canyoning de uma afluente do Ribeiro Pé das Voltas, enquanto que eu, a Louísa e a Márcia juntamo-nos ao grupo que realizou o Canyoning das Laginhas. Sobre este último, o acesso algo longo numa estreita vereda é um pequeno preço a pagar para aceder a um canyoning que, apesar de curto, é extremamente bonito. Consiste em cerca de meia dúzia de rapéis consecutivos entre os 10 e 25m. O maior ainda tem os seus 40m por fraccionar, uma vez que consiste em 2 ressaltos distintos. O ambiente circundante é parasidíaco e os rapeis muito agradáveis. No final o ribeiro encontra a ribeira do Seixal já na sua secção final, restando apenas um ressalto de escolha múltipla (rapel, salto ou destrepe).

O estágio acabou bem com uma macarronada seixalense no sítio do costume.

Álbum completo (68 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30 e Pentax Optio W60









Estágio Regional de Canyoning CNS - Dia 1

Participámos, este fim de semana, num estágio de canyoning organizado pelo Clube Naval do Seixal. Este evento vem no sentido de preparar o Meeting Canyoning Madeira / II Encontro Nacional de Canyoning, pelo que o primeiro dia foi dedicado à prática de manobras de corda. O Bernardo e o Filipe estão de parabéns porque concluíram aí a sua formação de nível 1. O Márcio, um novo elemento que irá também marcar presença nas nossas "expedições", concluiu da mesma forma a sua formação no sábado.

Álbum completo (35 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W60
Autor: Márcia




sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ribeira das Cales IV - 2

Ribeira das Cales IV, Funchal, realizado a 02/04/2009
Participantes: Carlos, Filipe e Valdemar

Decidimos regressar a esta secção da Ribeira das Cales para que outros membros do grupo pudessem usufruir da experiência. Infelizmente, as "meninas" ficaram doentes e apenas o Filipe pôde marcar presença.
O dia foi marcado pela presença, ainda que intermitente, do sol e um caudal ligeiramente inferior. O calor, diversão e muita água reafirmaram-se como os aspectos mais marcantes deste canyoning. Não tivemos tanta sorte nas recuperações de corda como da primeira vez, o que "obrigou" o Filipe a subir cerca de 50m no total. Além de prestar apoio moral ao esforço heróico do nosso colega, aproveitamos o tempo morto para comer, beber chá quente e verificar que, ao contrário do que é normal, há boa cobertura de rede de telemóvel (pelo menos na parte final deste troço).

Álbum completo (67 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30 e Pentax Optio W60









domingo, 22 de março de 2009

Ribeira das Cales IV

Ribeira das Cales IV, Funchal, realizado a 21/03/2009
Participantes: Bernardo, Carlos e Valdemar

Após a recente subida na temperatura, decidimos partir à descoberta deste canyoning que fica tão perto da baixa do Funchal. Sabendo de antemão que o mesmo não se encontrava bem equipado, essas lacunas não representaram um problema de maior e pudemos progredir sem precalços. Os vários tobogãs, um deles de 8m com possibilidade de repetir a descida até nos cansarmos e outro com 10m assistido em rapel, tornam este troço extremamente divertido de descer. No final esperam-nos duas bonitas cascatas de 30 e 40m, que proporcionam o ponto de exclamação num dia de canyoning cheio de satisfação. Esta secção da ribeira tem de tudo um pouco, está repleta de pequenas lagoas, muita vegetação, um salto, passagens estreitas, até algumas antigas levadas e muros dão uma pincelada muito particular à paisagem.
O melhor de tudo é que apesar do caudal estar algo elevado, a temperatura ambiente é muito agradável devido à baixa altitude. Penso que foi o canyoning mais quente que já realizámos até hoje, pelo menos com este caudal. O frio simplesmente não foi um factor, o que nos permitiu usufruir desta experiência ao máximo. Para terminar, falta-me apenas referir que o acesso e saída são relativamente curtos (7min e 30min, respectivamente), o que só abona em favor deste traçado.

Fizémos vários vídeos, pelo que provavelmente vou fazer uma montagem e depois colocar cá no blog.

Álbum completo (45 fotos) e com maior resolução AQUI.
Equipamento: Pentax Optio W30 e Pentax Optio W60